domingo, 25 de novembro de 2007

Logo ali


Trocando passos, pernas se cruzam, vagam entre o calçadao, a areia e a beira do mar. Um caminho sem rumo, sem volta e ainda sem história. O céu alaranjado pinta o fim de tarde, o inicio do fim, ou quem sabe um começo de mais um dia. A liberdade que venta de um lado pro outro, que faz das ondas tao iguais e tao diferentes. Alias cruzo pernas também entre o limite do igual e do diferente. Já me perdi do que achava ''novidade''. O novo e velho misturado num museu futurista, lambirinto que me perco sem capacidade de entendimento. Passo por ruas, vejo pessoas, sinto gostos, arrepio verdades, e assim vou me enchendo de vida. No espelho do mar, me sinto como ele: livre, solto, levado pela maré do ''amanha tudo será diferente'', vou e volto como ondas, mas continuo ali pra quem quiser me ver... É fácil me encontrar.


Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Nos ares, nos lugares
Uma lembrança se faz presente
Sem fotos, sem cartas, sem nada
Em todos os ventos, em todos os mares.



A sua lembrança me dói tanto
Eu canto pra ver
Se espanto esse mal
Mas só sei dizer
Um verso banal
Fala em você
Canta você
É sempre igual

Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem ponto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis

Não sei se você ainda é a mesma
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O Poeta Nao Morreu

As palavras saem livres, leves e soltas. Sem nenhum esforço brota a inspiraçao, que se arrisca a escrever sobre qualquer coisa. Era necessario no meio dessa correria, sentar e deixar as palavras brincarem de bolas de gás. As ideias em constante movimento, saem como ar da minha boca, passam como vento por meus dedos. O tempo é curto, e quando me resta algum, trato logo de me ocupar nem que seja com o tempo alheio. Ah, Palavras cotinuem a saltar do meu precipicio, façam belos saltos, voos altos, depois quebrem a cara no chao! Quero gritar no silencio para que poucos e bons entendam versos tao sinceros.


''Baby, compra o jornal
E vem ver o sol
Ele continua a brilhar
Apesar de tanta barbaridade...

Baby escuta o galo cantar
A aurora de nossos tempos
Não é hora de chorar
Amanheceu o pensamento...

O poeta está vivo
Com seus moinhos de vento
A impulsionar
A grande roda da história...

Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de ventos...

O poeta não morreu
Foi ao inferno e voltou
Conheceu os jardins do Éden
E nos contou...''

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Um gosto novo

Existem lugares que podem parecer absurdamente estranhos, e se tornarem, em fraçoes de segundo, infinitamente interessantes. Talvez pela musica, pelo copo, mas mais provavel seja pelas pessoas. Amigos de longas datas que nao perdem o sutil habito de saber o que dizer, o que fazer, e como fazer de momentos, inesqueciveis. Pessoas que nunca vimos antes, que temos a impressao de ja saber quase tudo. Nas goladas de cerveja, as risadas sem motivos, as dançinhas absolutamente ridiculas, rimos na presença do mundo, afinal assim ele quer! E como se nao bastasse, um flash, uma luz, um jeito diferente, um gosto novo... A vida se escancara em nossa frente como ondas num leva e traz... E isso pode ser uma percepçao impossivel quando estamos cegos a qualquer possibilidade de mudança.

Que chuva preguiça...

''Voce apareceu do nada, e voce mexeu de mais comigo...''

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Pulso


O pulso ainda pulsa. Numa velocidade ainda desconhecida. O sangue corre vermelho, vivo, intenso, passa pelo corpo anunciando um novo dia de vida. O pulso que pulsa gritos, gargalhadas, choros e velas, o pulso que me mantem acordada. O tic tac nao é mais dos ponteiros e sim do meu pulso, que vibra num grave perfeito. Eu encho os pulmoes de vida, e cuspo qualquer porcaria que ainda se aloge em meu corpo, fumaça pesada. Marcas de cigarros desesperados, e madrugadas asmáticas, lembranças. Pulso, de pressao arterial a batidas continuas no peito, anuciam: Ar. O sol quente, o vento gelado, o arrepio na pele a boca molhada, tudo pulso! Sigo no compasso de um coraçao acelerado, apressado, imperfeito, cheio de pulso. Cheio de sangue, de amor, de mim, de vida! Pulso.


Deus abençoe a Bahia!
''Amor de verdade é quando abre-se mao de tudo, inclusive do ser amado''