terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Vox



''Essa noite eu tive um sonho diferente
Nao tinham amigos, admiradores, nem conhecidos.
Sonhei sem sentido, sem cheiro
Sem gosto e sem gemido..
Acordei tarde, descansado, e sorrindo.
Um sonho longo, estranho, mas bonito.
Só me lembro de uma voz
Que cantava ao meu ouvido
Que falava ao meu ouvido
Que beijava meu ouvido.
E foi por isso que acordei
Sem lembrar de mais nada,
Simplesmente sorrindo!''



''Não sei se é certo pra você
Mas por aqui já deu pra ver
Mesmo espalhados ao redor
Meus passos seguem um rumo só.

E num hotel lá no Japão
Vi o amor vencer o tédio
Por isso a hora é de vibrar
Mais um romance tem remédio

Não deixe idéia de não ou talvez
Que talvez atrapalha
Não deixe idéia de não ou talvez
Que talvez atrapalha.''



Sol e chuva, sol e chuva
Boas noticias!!!
Presentes de natal...

domingo, 9 de dezembro de 2007

Prazer


O que você faz por uma vida prazerosa? O que você faz pra ter prazer? Qual sua receita pra segundos de satisfaçao, ou dias de alegria que ficam marcados por anos, e anos?
Entre muitos trabalhos, transitos, carros, fumaças, gritarias, e medos de viver... O que fazer?
Ha quem coma chocalate, passeie na praia, vá a academia, durma... Sao concepçoes de prazer- talvez um pouco diferente das minhas- mas devem funcionar. Escrever é sem duvida o que faz minha vida ser mais prazerosa, esse habito ou mania que acaba sendo o centro da minha historia e de tudo que eu penso.
Receitas de felicidade nao existem mais, ser feliz é ser aquilo que te faz bem, mesmo que isso pareça estranho, ou pouco convencional. E assim o prazer pra nós acaba brotando da estranheza de nós mesmos aos olhos do mundo. Pinte o cabelo de vermelho, coma bastante Katchup, beba cerveja e nao se importe com a barriga, veja o sol nascer depois de uma festa... Faça piercings, tatuagens, afinal sao marcas suas, da sua vida, do seu prazer... Beije, abrace, dance, dance, dance...
Sigo vivendo, no meu canto, com meus prazeres, sem formulas para ser magra, bonita ou inteligente. Bebo café, cerveja, whisky, fumo carlton, marlboro... Gosto de musica boa e de musica muito ruim, Leio milhoes de livros, viro as noites. Beijo, sorrio, choro, grito, me calo, corro, e beijo mais... Minha vida, meu prazer.



''O personagem vive a vida, que devia ser a nossa, a vida que recusamos. Outra verdade, que julgo definitiva é a seguinte: a alegria nao pertence ao teatro. Pode-se medir a força de uma peça e sua pureza teatral pela capacidade de criar desesperos. O teatro ou é desesperado ou nao é teatro.'' NELSON RODRIGUES

Depois de uma semana regada a teatro!
E surpreedida pelo Ator, ou seria Aprigio, ou seria?
Nelson é um grande prazer

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Resto


Um começo é sempre consequencia de um final.
E acabou... E nada restou.
E de tudo ficou alguma coisa
Dos planos restou a frustraçao
Dos sorrisos ficou a descofiança
Das falas restaram as duvidas
Dos Lugares ficou a distancia
Das roupas uma gaveta vazia
E os porta-retratos... Vazios.
Dos perfumes, os frascos no lixo
Dos presentes ficou a duvida do que fazer
Dos apelidos um eco distante
Do começo a nostalgia
Do final, vergonha
Dos almoços ficou a receita
Das velas os pedidos
Do vinho restou a garrafa
Do telefone outros numeros
Da cama o lençol desarrumado
Do chuveiro a toalha, seca
Das cartas ficaram palavras
Das qualidades saudade
Dos defeitos medo
Do medo confirmaçao
E das confirmaçoes, surpresa
Do amor ficou a raiva
Da raiva passageira, mágoa
Da mágoa milhoes de perguntas
E nenhuma resposta.
De um livro ficou um capitulo
Do capitulo uma frase
Das frases, palavras, soltas
De voce, uma letra
Do passado ficou...
Do presente esse texto
E do futuro?
Certeza.

Eu não sabia, tu não sabias
Fazer girar a vida com seu montão de
Estrelas de oceano entrando-nos em ti!
Bela, bela, mais que bela!
Mas como era o nome dela?
Não era Helena, nem Vera
Nem Nara, nem Gabriela
Nem Tereza, nem Maria
Seu nome, seu nome era...
Perdeu-se na carne fria
Perdeu na confusão de tanta noite e tanto dia
Perdeu-se na profusão das coisas acontecidas
Mudou de cara e cabelos, mudou de olhos e risos,
Mudou de casa e de tempo
Mas está comigo está
Perdido comigo
Teu nome



MENINHA SAI DO PORTAO...

Essas semanas em ipanema, mais do que especiais


Han? que? nao to bebada cara, é muita informaçao...
hahahahaha

domingo, 25 de novembro de 2007

Logo ali


Trocando passos, pernas se cruzam, vagam entre o calçadao, a areia e a beira do mar. Um caminho sem rumo, sem volta e ainda sem história. O céu alaranjado pinta o fim de tarde, o inicio do fim, ou quem sabe um começo de mais um dia. A liberdade que venta de um lado pro outro, que faz das ondas tao iguais e tao diferentes. Alias cruzo pernas também entre o limite do igual e do diferente. Já me perdi do que achava ''novidade''. O novo e velho misturado num museu futurista, lambirinto que me perco sem capacidade de entendimento. Passo por ruas, vejo pessoas, sinto gostos, arrepio verdades, e assim vou me enchendo de vida. No espelho do mar, me sinto como ele: livre, solto, levado pela maré do ''amanha tudo será diferente'', vou e volto como ondas, mas continuo ali pra quem quiser me ver... É fácil me encontrar.


Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Nos ares, nos lugares
Uma lembrança se faz presente
Sem fotos, sem cartas, sem nada
Em todos os ventos, em todos os mares.



A sua lembrança me dói tanto
Eu canto pra ver
Se espanto esse mal
Mas só sei dizer
Um verso banal
Fala em você
Canta você
É sempre igual

Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem ponto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis

Não sei se você ainda é a mesma
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O Poeta Nao Morreu

As palavras saem livres, leves e soltas. Sem nenhum esforço brota a inspiraçao, que se arrisca a escrever sobre qualquer coisa. Era necessario no meio dessa correria, sentar e deixar as palavras brincarem de bolas de gás. As ideias em constante movimento, saem como ar da minha boca, passam como vento por meus dedos. O tempo é curto, e quando me resta algum, trato logo de me ocupar nem que seja com o tempo alheio. Ah, Palavras cotinuem a saltar do meu precipicio, façam belos saltos, voos altos, depois quebrem a cara no chao! Quero gritar no silencio para que poucos e bons entendam versos tao sinceros.


''Baby, compra o jornal
E vem ver o sol
Ele continua a brilhar
Apesar de tanta barbaridade...

Baby escuta o galo cantar
A aurora de nossos tempos
Não é hora de chorar
Amanheceu o pensamento...

O poeta está vivo
Com seus moinhos de vento
A impulsionar
A grande roda da história...

Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de ventos...

O poeta não morreu
Foi ao inferno e voltou
Conheceu os jardins do Éden
E nos contou...''

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Um gosto novo

Existem lugares que podem parecer absurdamente estranhos, e se tornarem, em fraçoes de segundo, infinitamente interessantes. Talvez pela musica, pelo copo, mas mais provavel seja pelas pessoas. Amigos de longas datas que nao perdem o sutil habito de saber o que dizer, o que fazer, e como fazer de momentos, inesqueciveis. Pessoas que nunca vimos antes, que temos a impressao de ja saber quase tudo. Nas goladas de cerveja, as risadas sem motivos, as dançinhas absolutamente ridiculas, rimos na presença do mundo, afinal assim ele quer! E como se nao bastasse, um flash, uma luz, um jeito diferente, um gosto novo... A vida se escancara em nossa frente como ondas num leva e traz... E isso pode ser uma percepçao impossivel quando estamos cegos a qualquer possibilidade de mudança.

Que chuva preguiça...

''Voce apareceu do nada, e voce mexeu de mais comigo...''

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Pulso


O pulso ainda pulsa. Numa velocidade ainda desconhecida. O sangue corre vermelho, vivo, intenso, passa pelo corpo anunciando um novo dia de vida. O pulso que pulsa gritos, gargalhadas, choros e velas, o pulso que me mantem acordada. O tic tac nao é mais dos ponteiros e sim do meu pulso, que vibra num grave perfeito. Eu encho os pulmoes de vida, e cuspo qualquer porcaria que ainda se aloge em meu corpo, fumaça pesada. Marcas de cigarros desesperados, e madrugadas asmáticas, lembranças. Pulso, de pressao arterial a batidas continuas no peito, anuciam: Ar. O sol quente, o vento gelado, o arrepio na pele a boca molhada, tudo pulso! Sigo no compasso de um coraçao acelerado, apressado, imperfeito, cheio de pulso. Cheio de sangue, de amor, de mim, de vida! Pulso.


Deus abençoe a Bahia!
''Amor de verdade é quando abre-se mao de tudo, inclusive do ser amado''

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Quebra-Cabeça


Envelope vermelho
Datado de nao muito tempo
Partes de perdidas de um Quebra-Cabeça

E as pilhas de envelopes
Já não cabem nos armários
Vão tomando meu espaço
Fazem montes pela sala
Hoje são a minha cama
Minha mesa, meus lençóis
E eu me visto de saudades
Do que já não somos nós



Trocando em miudos:

desgosto, amargura, descontentamento, desagrado
X
paixao que impele a causar ou desejar mal a alg, raiva, ira, aversao.

SERÁ???

domingo, 28 de outubro de 2007

Pra tentar reviver...

Verdades mesmo descontentes, desesperadamente gritadas em portugues. Mentiras como canto torto, feito faca cortando a carne de voces. Nao me pergunte por onde andei, eu me desesperava, nem por onde andarei pois é tempo de sonhar. De deitar, descansar os olhos, deixar a cabeça voar pro mais longe que o corpo permitir. Tenho 21 anos de sonho e sangue, e por força deste destino o tango argentino, realmente me vai bem melhor que o blues. Marcas, cicatrizes que ficam, e que nos mostram eternos erros, grandes equivocos. De tudo fica um pouco, do bom resta pouco, e do pouco resta mais ainda. Horas inuteis, perdidas e gastas com ignorancias sem fundamentos. Trocando em miudos frustraçoes baratas, mesquinhas e egoistas, sem nenhuma importancia. Pra que perder tempo vendo o estrago que faz se a vida é tao curta pra ver? O tempo bate na porta, e eu bebo um pouquinho pra ter argumento, fico sem jeito, calada, e ele ri, zomba do quanto eu chorei, porque sabe passar e eu nao sei. Despenco de um abismo, cravado pela fronteira entre o ser e o estar, ser ou nao ser, eis a questao! Ora se nao sou quem mais vai decidir o que é bom pra mim, e no final assim calado eu sei, que vou ser coroado rei de mim. Santa que nada, tentei me defender através de palavras, que bobagem! Permito-me errar, permito que errem comigo, mas que nao se repita. Reconheço fraquezas, sim, as pernas tremem e o ar falta, fruto de uma inspiraçao quieta, quente, viva, de nome desconhecido. Já me perdi de mim, e voltei e pra casa, acordei lucida e decidida a ser eu mesma por muitas vezes (e as vezes até funcionou). Sei do que devo ou nao dizer, de tudo que já quis fazer, sei melhor do que ninguem da historia de mim mesma,e de cada garrafa de culpa ou copo de inocencia que bebi, e do tempo que passou. Decorei minhas cartas, meus roteiros, minhas falas, e te conto cada espisodio da minha historia. Trouxe sempre em mim a capacidade de mudar, de amar, e de fazer tudo melhor, as vezes consegui, outras falhei. Como o tempo! Respondo que ele aprisiona, eu liberto. Que ele adormece as paixões, eu desperto...E o tempo se rói com inveja de mim, me vigia querendo aprender, como eu morro de amor prá tentar reviver...



(Insonia de domingo: cigarros, coca, los hermanos, belchior, nana caymme, eu e outros cositas más! Eis a mistura)

domingo, 21 de outubro de 2007

A Sombra

Certo dia desses, mais precisamente uma quarta ou quinta feira a noite, fui surpreendida por uma série de questionamentos. Saudade de que? Ou de quem? Porque? Perguntas no minimo interessantes, já que tratam de um sentimento que só conseguiu ganhar forma na nossa lingua. A saudade é como um estado de espirito nostalgico de algo que se foi, ou que simplesmente nao se tem ha muito tempo. Daí cabe a saudade de um lugar, de uma pessoa, de um gosto, de um cheiro, de uma sensaçao, e de infinitas coisas que temperam a vida. Saudade com duas formas: uma boa outra nem tanto. A boa que nos faz sentir falta da infancia em meio a tanta responsabilidade, da inocencia perante ao bombardeio de sacanagem, das férias no nordeste em plena segunda feira sete da manha... Por outro lado, aquela suadade de alguem que se foi, de um lugar que fomos felizes,de um grande amor. Eu como boa saudosista assumida que sou, tenho esse sentimento tao brasileiro quando passo pelo leblon, quando passo em frente a meu colegio, quando ouço falar de londres, quando lembro do meu avo, e claro quando lembro do grande amor. A saudade faz parte da vida já que pra sempre nao existe, a missao é saber lidar com ela assim como uma sombra, sempre presente as vezes afroxando risadas, as vezes derramando lágrimas. Eu sou brasileira e nao desisto nunca, a saudade também.

sábado, 20 de outubro de 2007

Os Dois Lados da Moeda


Beijos que terminam com mordidas
Tapas que querem abraçar
Os doces que amargam
As mentiras sinceras
Verdades que mentem
A preguiça que acompanha a pressa
O prazer escondido na inveja
Os carinhos que destroem sonhos
Tropeços que ensinam a viver
A nostalgia presente no amanha
Saudade do que nunca existiu
A repugnancia de um momento feliz
Comédias que disfarçam tragédias
O ódio na frente do amor
E o amor quase sempre está por tras do odio.


''Gente será que nao existe a possibilidade de se perceber minha triste exipstencia''
Seis Dias

domingo, 14 de outubro de 2007

Uma linha


Já as quatro da manha, sentada no chão da sua sala, as palavras começaram a faltar. Foi até a cozinha pegou uma garrafa de vinho, e lembro de um maço de cigarros numa bolsa esquecida. A tentiva era de escrever sobre qualquer coisa sobre a vida, já que tinha uma coluna num jornaleco de bairro, no qual tinha.essa funçao. Nao teve uma semana das melhores, nenhuma ideia que prestasse, só o que lhe vinha a cabeça eram seus problemas. Mas ela nao costumava falar sobre eles, principalmente em seu trabalho. Pensou, pensou, e decidiu escrever sobre uma mulher que as quatro da manha tentava escrever sobre qualquer coisa. Ja as seis da manha a folha continuava em branco. E naquela semana, o jornal publicou a seguinte frase: escrever se trata de um ofico importante de mais, para ser preenchido por alguma historia sem nexo. Em uma linha conseguiu a melhor moral de todas as historias já escritas.

''Também tenho saudade mas já sao quatro e tal''

terça-feira, 9 de outubro de 2007

QUE? ou QUAL?

Qual é o sentido do tempo? Que tempo tem sentido? Qual a verdade da historia? Qual historia que é verdade? Qual o destino do nosso futuro? E que futuro dará esse destino? O que faz o presente virar passado? O que faz do passado de volta ao presente? Que coragem que enfrenta qualquer medo? E qual medo que derruba qualquer coragem? Que certeza eu tenho na vida? E que vida que é feita só de certezas?



Melhor não opinar, e que a maré das circunstancias não me banhe nas aguas do equivoco. Amem!
E é só...

domingo, 7 de outubro de 2007

Milhas

Quanto é?
Vale quanto
Aonde pesa,
Vale a pena?
Pontos e contrapontos
Pesos e medidas
Afinal avaliam o que?
Comparam valores icomparaveis
Sem metros, litros, kilos
Sem numeros
Mede-se quantidade
Mas nao qualidade
Marcas e medidas
De vidas sem regras
Quanto vale?
Quanto pesa?
Calculadora e balança de lado
Vamos reavaliar nossas metas




A caminho de casa depois de ouvir uma certa musica, com transito, na niemeyer

sábado, 21 de julho de 2007

Partitura em cinco dias

Vem
Me traz mais uma rima
Verso
Estrofe
prece
Mesmo que seja breve
Mas infinito enquanto durar o show
Vem me mostra seu novo tom
Ritmo
Melodia
Ou que seja seu som
Faz de mim tua musa
Musica
O que preferir
Escreve tua cifra
Em partitura Clara
Claro, eu posso ser seu instrumento
Eternizo nosso momento
Em cada passo
Giro
Nosso movimento
Vem
Me da mais uma nota
Fá sustenido
Se ajeite comigo
Sol maior
Num novo dia que nasce



Aqui, aí, em qualquer lugar
Encontra um novo jeito
Reinvente nosso beijo
Numa nova versão
Me componha
Traduza
Me cante
Encante
Sua voz é nosso grito
Na essência da nossa métrica
Antes de cantar nossa historia
Afine nossa memória
Disco
Faixa
Album
Invisível aos olhos
Inesquecíveis aos ouvidos
Mudas em bocas perdidas
Achadas em beijos perfeitos
E intermináveis sorrisos

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Tarde

Os ponteiros pararam
as bussulas nao deram sinal de eficacia
os carros correm em camera lenta
o silencio calou qualquer palavra
de repente a agua nao é tao fria
nem o sol tao quente
eu estava muito perto
num horizonte chamado distante
metade de mim perdeu o sentido
outos sentidos resussitaram do vao
sou grande parte da verdade
e parte de uma insanidade no minimo curiosa.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Sem Sentido

Enfim no infinito
O grito de um mito
Propagado no profano
De um quase engano insano
Um dia mais que bonito.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Descanço

Nada melhor que um tempo pra lá, o tempo sem nada de cá... Sem dizer o que esperam, sem inventar o que menos esperam de mim. Um tempo sem contar horas ou segundos, e ver que vida nao para. Alguns dias de poucos pensamentos, poucas novidades, e logo, poucas palavras. Mas como este é de fato o ofício que me foi concedido - por prazer e nao por dom - volto as minhas boas, velhas e batidas palavras sobre quaisquer coisa que me valha.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Momento de Silencio
Por Tempo Indeterminado

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Alma

O que você faz pr exercitar a musculatura da sua alma? Assim como o corpo, a mente e a alma, devem ser trabalhadas para se tornarem mais fortes. No mundo dos analgésicos e antiinflamatórios, as dores da vida se tornaram questões farmacêuticas. Tristezas, decepções, luto e falta de animo... Nada que um antidepressivo não resolva! Como quem toma aspirina pra uma dor de cabeça, tomem antidepressivos e sejam felizes! Não... Felicidade e satisfação não vêm em frascos ou comprimidos. Existem sim aqueles de musculatura fraca que sofrem de, literalmente, doenças de cunho moral. Mas a essas pessoas restam terapeutas, analistas, psicólogos, psicanalistas e psicopatas. Então, pra que nada disso aconteça, eu pergunto: O que você faz pra exercitar a musculatura da sua alma? Livros, filmes, musicas, multidão ou silencio? Tudo é permitido para nos tornarmos mais preparados. E infelizmente senhores, para isso não existem bombas ou esteroides. Ou talvez exista. A mentira é um anabolisante, que visualmente fortifica, mas interiormente não passa de uma bela fantasia. E eu? O que eu faço? Na maioria das vezes coisas que me fazem bem... Um pouco de tudo. Livros, filmes, musicas, as vezes multidão, as vezes silencio. Tento em pensar em coisas boas... E bobas. Os melhores prazeres da vida esta no “nada de mais”. Penso em um cheiro marcante como o de canela, um gosto como de um beijo, um dia como fazer nada com alguém importante, uma viagem como ir a Bahia, uma comida como uma boa macarronada... Enfim... Um pouco nostálgico, mas no fundo é o que me tira sorrisos no meio do caos, e o que me mostra o significado da real felicidade. Agora pense... O que você faz pra exercitar a musculatura da alma? Olhe pra dentro, a real essência esta de dentro pra fora. Sem banalizações das dores da alma, mas também sem exageros modernos que, em poucos minutos, tudo esta “deliveramente” resolvido com uma droga qualquer da farmalife.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Dpoips de horas e horas de conversa com alguem importante e principalmente depois de uma surpresa mais que relampago, me peguei pensando no destino. Destino, tempo, vida... Essas coisas que parece sempre estarem interligadas. Com o tempo a vida nos prega peças que fatalmente só podem ser chamadas de destino (ja que acaso nao existe no meu vocabulário). Quando tudo parece perdido, eis que surge uma surpresa daquelas, de causar revira-volta na vida de qualquer um. Ou quando tudo esta bem, um missel, quase um bomba atomica lançada do ceu, surge e atinge o nosso castelo tao cuidadosamente construido. Sejam boas ou nem tanto assim as surpresas e fatos inesperados estao presente todos os dias... As pessoas que nos cercam tem poder direto sobre ess€s surpresas. Fazer o outro rir ou chorar, como se brincasse de ser Deus. Escolhas nos sao impostas, e cabe a nós a serenidade de aceitar. Aonde ele mora? Esse tal de destino... Onde posso falar com ele? Dizer que ta tudo errado e que dessa vez ele me pregou uma que eu nao sei pra onde correr. Concordar jamaips, aceitar talvez... Ja que nao sobram muitas outras alternativas. Como podem bombas de efeito moral nos tornar aglomerado de sorrisos, e depois incanssaveis derramadores de lagrimas? Deve ser ele! O tal do destino... E pelo visto ja vi que nao da pra brigar com ele. Ele tem poder sobre nós, mas nós nao temos sobre ele. Queria sim gritar com tanta força que me ouvissem no Canadá, e que alguem pudesse me responder por que ganha€r tanto pra perder mais ainda? Mas eu estaria sendo injust€a com esses tantos ganhos que tive... Entao me recolho ao meu silencio e fico de longe... Curando, sobrevivendo, atuando pelos palcos da vida. Termino essas linhas de pensamentos soltos com uma oraçao que tem me acompanhado a cada de segundo do meu dia ''coragem pra modificar as coisas que posso, serinidade pra aceitar as que nao posso, e sabedoria pra perceber a diferença entre elas''. Se o destino nao me escuta pelo menos que tenha internet e possa ler minhas confusas baboseiras.


''miss us.''

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Medo da Racionalidade

Diante do medo nos tornamos covardes. A prudencia imbecil de nao sofrer, acaba por nos privar de viver grandes momentos, sensaçoes e sentimentos, sejam esses bons ou ruins. É impossivel viver sem arriscar, sem saber se de fato da ou nao certo. Quando deixamos de tentar, e consequentemente de viver, estamos perdendo tambem qualquer possibiidade de fazer com que aquilo de certo. O medo é o inimigo de qualquer possibilidade. Sofrer é quase sempre inevitavel, mesmo que no fim tudo de certo é capaz de que por alguns poucos segundos aquilo tenha te causado alguma dor. Nao que isso seja ruim, afinal quando sofremos nos tornamos mais fortes, mesmo que durante esse processo seja impossivel enxergar qualquer tipo de beneficio. No erro aprendemos a acertar, e na tristeza aprendemos a dar valor a felicidade. O medo é um sentipmento racional, logo infiel. Todas as pessoas devem sim ser racionais... Na hora de assinar um cotrato, fazer um investimento, fechar as contas no fim do mes... Mas diante de situaçoes que envolvem pessoas e principalmente sentimentos, sejamos sim emocionais. Pensar com a cabeça é quase sempre impossivel, e se possivel ineficaz. Se por acaso a vida lhe pregar uma daquelas, antes de tomar qualquer decisao ouça o seu coraçao, e seja fiel nao aos outros, mas a vc! O medo do sofrimento estara sempre presente pra te fazer hesitar, mas lembre-se: o sofrimento de uma possivel situaçao que nao deu certo, vai ser sempre mais justo e te recompensará mais, do que a duvida do 'e se...'. Palavra de quem prefiriu os cortes, a viver sem nenhuma cicatriz.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Momento de Reconstrução

momento é um estado passageiro
são fases que vem e vão
argumento batido e barato
saída confortante pra uma desilusão
momento é lembrança pra quem fica
e desculpa pra quem vai
amarra feito corda quem nao quer ir
e sinonimo de passado pra quem sai
momentos quase sempre de risadas
e algumas vezes de lagrimas
minutos de falta de consciencia
segundos de loucuras transtornadas
momentos que ficam pra sempre
ou que fazemos questao de esquecer
momentos que construiram a gente
e que hoje destroem sem perceber.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Escrevo

Sentada no canto da sala, estou ocupada entre cigarros e palavras. Escrevo sobre o tempo que passa corrido, voando por dias e semanas, no acelerar dos ponteiros do meu relógio. Escrevo sobre a chuva que cai forte alagando meus sonhos e encharcando meus desejos. Escrevo sobre o silencio da ausência do teu beijo. Do beijo que tocou meus lábios, e que deixou o gosto da sua boca misturado com a marca dos seus dentes. Escrevo sobre a cama desarrumada que denuncia nossa noite esticada até as seis da manhã, entre carinhos, beijos e risadas. Escrevo sobre os mais de cem poemas que fiz com seu nome, falando da falta que faz o seu corpo pesando sobre o meu.
Deitada no chão do quarto estou ocupada entre goles e saudades. Escrevo sobre a xícara de café que me mantém acordada. Escrevo sobre minha guitarra encostada numa parede, me provocando entre notas, acordes e tons. Escrevo sobre o breu do quarto escuro, e sobre a luz entediante do meu velho computador. Escrevo sobre a monotonia da televisão que programada, me programa a te querer.
Andando pela minha casa, estou ocupada entre as linhas deste texto. Escrevo sobre qualquer coisa que posso traduzir em palavras. Escrevo sobre o mundo, escrevo sobre perguntas, escrevo sobre medos. Escrevo quase sempre sobre mim. E agora escrevi simplesmente em como é fácil escrever assim, escrevendo sobre você.

domingo, 13 de maio de 2007

Por Mim

Eu que nao sou pensamento
Sou feita de mim mesma
E assusto quem se aproxima
De um deserto ao quase deserto
Meu espaco eh o intervalo da passagem
Onde procuro meus pertences
O barulho me tornara surda a toda verdade
E os lacos com a vida serao para sempre desatados
Queria encontrar razao
Disseram-me que eh o que sempre salva
Mas nao aprendi
Se nao houver a salvacao com a qual me satisfaco
Peco entao, que Deus me livre
E nessas horas que abro o livro do poeta que resta
Em busca de misericordia.

Minha Mala





Malas prontas. Dessa vez eu não vou viajar, mas também não sei ao certo o que devo fazer. A mala esta pronta, bem diante dos meus olhos, durante alguns minutos eu faço força pra que me venha um lapso de coragem. Uma mala com o que restava de mim em você, e de você em mim, enfim, de nós. Não que nós nos resumíssemos a algumas quinquilharias esquecidas. Mas elas sempre serviram pra que pudéssemos nos manter vivos em objetos, cheiros, roupas, livros... Mala aberta e tudo jogado no chão, muitas cenas de um filme que passa na parede do meu quarto, e na cama que narra cada episodio inédito ou reprisado do nosso velho roteiro. Dentro da mala, algumas roupas que eu nem lembrava que existiam, saltam à vista e me remetem a um passado muito menos distante do que parece. A calça que você me deu, a blusa que você sempre gostou e aquela preta que você arrancou. Todas elas vêem repletas de lembranças, e daquele cheiro bom que sempre teve suas roupas. Três livros... Um deles marcado na metade, que com certeza você nao terminou de ler. Olhei e fiquei tentando imaginar por que... Se você não gostou, se enjoou, ou se parou mesmo por essa sua repentina vontade de devolver tudo que é meu. Ainda meio tonta de tanto procurar porquês, vi um colar. O meu colar... Aquele que voce não gostava muito, mas que às vezes servia de alça pra um bom puxão e um beijo melhor ainda. O colar que eu me forcei a esquecer e a deixar de gostar, e que na nossa ultima viagem ficou esquecido na suas coisas. Devia estar jogado numa gaveta qualquer, ou quem sabe embolado no meio de todas as minhas tralhas. Por ultimo o meu travesseiro... É, aquele que você pediu pra dormir bem sem mim, depois de ter dormido uma semana do meu lado. Ele voltou impregnado com um cheiro entorpecente que vai invadir meu corpo toda noite com aquele cheiro de você... E sempre antes de dormir eu vou pensar um pouco em alguma coisa de nós. Mala desarrumada, nada mais me prende, mas isso não é problema, tudo que eu queria era sim continuar presa... Nada mais TE prende...Boa viagem.