terça-feira, 29 de maio de 2007

Momento de Silencio
Por Tempo Indeterminado

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Alma

O que você faz pr exercitar a musculatura da sua alma? Assim como o corpo, a mente e a alma, devem ser trabalhadas para se tornarem mais fortes. No mundo dos analgésicos e antiinflamatórios, as dores da vida se tornaram questões farmacêuticas. Tristezas, decepções, luto e falta de animo... Nada que um antidepressivo não resolva! Como quem toma aspirina pra uma dor de cabeça, tomem antidepressivos e sejam felizes! Não... Felicidade e satisfação não vêm em frascos ou comprimidos. Existem sim aqueles de musculatura fraca que sofrem de, literalmente, doenças de cunho moral. Mas a essas pessoas restam terapeutas, analistas, psicólogos, psicanalistas e psicopatas. Então, pra que nada disso aconteça, eu pergunto: O que você faz pra exercitar a musculatura da sua alma? Livros, filmes, musicas, multidão ou silencio? Tudo é permitido para nos tornarmos mais preparados. E infelizmente senhores, para isso não existem bombas ou esteroides. Ou talvez exista. A mentira é um anabolisante, que visualmente fortifica, mas interiormente não passa de uma bela fantasia. E eu? O que eu faço? Na maioria das vezes coisas que me fazem bem... Um pouco de tudo. Livros, filmes, musicas, as vezes multidão, as vezes silencio. Tento em pensar em coisas boas... E bobas. Os melhores prazeres da vida esta no “nada de mais”. Penso em um cheiro marcante como o de canela, um gosto como de um beijo, um dia como fazer nada com alguém importante, uma viagem como ir a Bahia, uma comida como uma boa macarronada... Enfim... Um pouco nostálgico, mas no fundo é o que me tira sorrisos no meio do caos, e o que me mostra o significado da real felicidade. Agora pense... O que você faz pra exercitar a musculatura da alma? Olhe pra dentro, a real essência esta de dentro pra fora. Sem banalizações das dores da alma, mas também sem exageros modernos que, em poucos minutos, tudo esta “deliveramente” resolvido com uma droga qualquer da farmalife.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Dpoips de horas e horas de conversa com alguem importante e principalmente depois de uma surpresa mais que relampago, me peguei pensando no destino. Destino, tempo, vida... Essas coisas que parece sempre estarem interligadas. Com o tempo a vida nos prega peças que fatalmente só podem ser chamadas de destino (ja que acaso nao existe no meu vocabulário). Quando tudo parece perdido, eis que surge uma surpresa daquelas, de causar revira-volta na vida de qualquer um. Ou quando tudo esta bem, um missel, quase um bomba atomica lançada do ceu, surge e atinge o nosso castelo tao cuidadosamente construido. Sejam boas ou nem tanto assim as surpresas e fatos inesperados estao presente todos os dias... As pessoas que nos cercam tem poder direto sobre ess€s surpresas. Fazer o outro rir ou chorar, como se brincasse de ser Deus. Escolhas nos sao impostas, e cabe a nós a serenidade de aceitar. Aonde ele mora? Esse tal de destino... Onde posso falar com ele? Dizer que ta tudo errado e que dessa vez ele me pregou uma que eu nao sei pra onde correr. Concordar jamaips, aceitar talvez... Ja que nao sobram muitas outras alternativas. Como podem bombas de efeito moral nos tornar aglomerado de sorrisos, e depois incanssaveis derramadores de lagrimas? Deve ser ele! O tal do destino... E pelo visto ja vi que nao da pra brigar com ele. Ele tem poder sobre nós, mas nós nao temos sobre ele. Queria sim gritar com tanta força que me ouvissem no Canadá, e que alguem pudesse me responder por que ganha€r tanto pra perder mais ainda? Mas eu estaria sendo injust€a com esses tantos ganhos que tive... Entao me recolho ao meu silencio e fico de longe... Curando, sobrevivendo, atuando pelos palcos da vida. Termino essas linhas de pensamentos soltos com uma oraçao que tem me acompanhado a cada de segundo do meu dia ''coragem pra modificar as coisas que posso, serinidade pra aceitar as que nao posso, e sabedoria pra perceber a diferença entre elas''. Se o destino nao me escuta pelo menos que tenha internet e possa ler minhas confusas baboseiras.


''miss us.''

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Medo da Racionalidade

Diante do medo nos tornamos covardes. A prudencia imbecil de nao sofrer, acaba por nos privar de viver grandes momentos, sensaçoes e sentimentos, sejam esses bons ou ruins. É impossivel viver sem arriscar, sem saber se de fato da ou nao certo. Quando deixamos de tentar, e consequentemente de viver, estamos perdendo tambem qualquer possibiidade de fazer com que aquilo de certo. O medo é o inimigo de qualquer possibilidade. Sofrer é quase sempre inevitavel, mesmo que no fim tudo de certo é capaz de que por alguns poucos segundos aquilo tenha te causado alguma dor. Nao que isso seja ruim, afinal quando sofremos nos tornamos mais fortes, mesmo que durante esse processo seja impossivel enxergar qualquer tipo de beneficio. No erro aprendemos a acertar, e na tristeza aprendemos a dar valor a felicidade. O medo é um sentipmento racional, logo infiel. Todas as pessoas devem sim ser racionais... Na hora de assinar um cotrato, fazer um investimento, fechar as contas no fim do mes... Mas diante de situaçoes que envolvem pessoas e principalmente sentimentos, sejamos sim emocionais. Pensar com a cabeça é quase sempre impossivel, e se possivel ineficaz. Se por acaso a vida lhe pregar uma daquelas, antes de tomar qualquer decisao ouça o seu coraçao, e seja fiel nao aos outros, mas a vc! O medo do sofrimento estara sempre presente pra te fazer hesitar, mas lembre-se: o sofrimento de uma possivel situaçao que nao deu certo, vai ser sempre mais justo e te recompensará mais, do que a duvida do 'e se...'. Palavra de quem prefiriu os cortes, a viver sem nenhuma cicatriz.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Momento de Reconstrução

momento é um estado passageiro
são fases que vem e vão
argumento batido e barato
saída confortante pra uma desilusão
momento é lembrança pra quem fica
e desculpa pra quem vai
amarra feito corda quem nao quer ir
e sinonimo de passado pra quem sai
momentos quase sempre de risadas
e algumas vezes de lagrimas
minutos de falta de consciencia
segundos de loucuras transtornadas
momentos que ficam pra sempre
ou que fazemos questao de esquecer
momentos que construiram a gente
e que hoje destroem sem perceber.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Escrevo

Sentada no canto da sala, estou ocupada entre cigarros e palavras. Escrevo sobre o tempo que passa corrido, voando por dias e semanas, no acelerar dos ponteiros do meu relógio. Escrevo sobre a chuva que cai forte alagando meus sonhos e encharcando meus desejos. Escrevo sobre o silencio da ausência do teu beijo. Do beijo que tocou meus lábios, e que deixou o gosto da sua boca misturado com a marca dos seus dentes. Escrevo sobre a cama desarrumada que denuncia nossa noite esticada até as seis da manhã, entre carinhos, beijos e risadas. Escrevo sobre os mais de cem poemas que fiz com seu nome, falando da falta que faz o seu corpo pesando sobre o meu.
Deitada no chão do quarto estou ocupada entre goles e saudades. Escrevo sobre a xícara de café que me mantém acordada. Escrevo sobre minha guitarra encostada numa parede, me provocando entre notas, acordes e tons. Escrevo sobre o breu do quarto escuro, e sobre a luz entediante do meu velho computador. Escrevo sobre a monotonia da televisão que programada, me programa a te querer.
Andando pela minha casa, estou ocupada entre as linhas deste texto. Escrevo sobre qualquer coisa que posso traduzir em palavras. Escrevo sobre o mundo, escrevo sobre perguntas, escrevo sobre medos. Escrevo quase sempre sobre mim. E agora escrevi simplesmente em como é fácil escrever assim, escrevendo sobre você.

domingo, 13 de maio de 2007

Por Mim

Eu que nao sou pensamento
Sou feita de mim mesma
E assusto quem se aproxima
De um deserto ao quase deserto
Meu espaco eh o intervalo da passagem
Onde procuro meus pertences
O barulho me tornara surda a toda verdade
E os lacos com a vida serao para sempre desatados
Queria encontrar razao
Disseram-me que eh o que sempre salva
Mas nao aprendi
Se nao houver a salvacao com a qual me satisfaco
Peco entao, que Deus me livre
E nessas horas que abro o livro do poeta que resta
Em busca de misericordia.

Minha Mala





Malas prontas. Dessa vez eu não vou viajar, mas também não sei ao certo o que devo fazer. A mala esta pronta, bem diante dos meus olhos, durante alguns minutos eu faço força pra que me venha um lapso de coragem. Uma mala com o que restava de mim em você, e de você em mim, enfim, de nós. Não que nós nos resumíssemos a algumas quinquilharias esquecidas. Mas elas sempre serviram pra que pudéssemos nos manter vivos em objetos, cheiros, roupas, livros... Mala aberta e tudo jogado no chão, muitas cenas de um filme que passa na parede do meu quarto, e na cama que narra cada episodio inédito ou reprisado do nosso velho roteiro. Dentro da mala, algumas roupas que eu nem lembrava que existiam, saltam à vista e me remetem a um passado muito menos distante do que parece. A calça que você me deu, a blusa que você sempre gostou e aquela preta que você arrancou. Todas elas vêem repletas de lembranças, e daquele cheiro bom que sempre teve suas roupas. Três livros... Um deles marcado na metade, que com certeza você nao terminou de ler. Olhei e fiquei tentando imaginar por que... Se você não gostou, se enjoou, ou se parou mesmo por essa sua repentina vontade de devolver tudo que é meu. Ainda meio tonta de tanto procurar porquês, vi um colar. O meu colar... Aquele que voce não gostava muito, mas que às vezes servia de alça pra um bom puxão e um beijo melhor ainda. O colar que eu me forcei a esquecer e a deixar de gostar, e que na nossa ultima viagem ficou esquecido na suas coisas. Devia estar jogado numa gaveta qualquer, ou quem sabe embolado no meio de todas as minhas tralhas. Por ultimo o meu travesseiro... É, aquele que você pediu pra dormir bem sem mim, depois de ter dormido uma semana do meu lado. Ele voltou impregnado com um cheiro entorpecente que vai invadir meu corpo toda noite com aquele cheiro de você... E sempre antes de dormir eu vou pensar um pouco em alguma coisa de nós. Mala desarrumada, nada mais me prende, mas isso não é problema, tudo que eu queria era sim continuar presa... Nada mais TE prende...Boa viagem.