domingo, 25 de novembro de 2007

Logo ali


Trocando passos, pernas se cruzam, vagam entre o calçadao, a areia e a beira do mar. Um caminho sem rumo, sem volta e ainda sem história. O céu alaranjado pinta o fim de tarde, o inicio do fim, ou quem sabe um começo de mais um dia. A liberdade que venta de um lado pro outro, que faz das ondas tao iguais e tao diferentes. Alias cruzo pernas também entre o limite do igual e do diferente. Já me perdi do que achava ''novidade''. O novo e velho misturado num museu futurista, lambirinto que me perco sem capacidade de entendimento. Passo por ruas, vejo pessoas, sinto gostos, arrepio verdades, e assim vou me enchendo de vida. No espelho do mar, me sinto como ele: livre, solto, levado pela maré do ''amanha tudo será diferente'', vou e volto como ondas, mas continuo ali pra quem quiser me ver... É fácil me encontrar.


Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

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