


No começo tudo são flores. Tipo primeira festa do Big Brother. É tudo tão animado, e inspira muita confiança e otimismo. Afinal, ninguém se conhece direito. Personas novas vagam entre um palco iluminado e com produção de arte assinada por: risadas, cervejas e cigarros. Algo batido e tão perfeito... as músicas não condizem muito sobre o ambiente. La no fundo a moçinha sem noção dá o show do ridículo. As rodinhas falam de assuntos banais e interessantes no ritmo acelrado- quase igual a aquelas musiquinhas batidas, sucesso na Baronetti. Fotos, fotos e fotos. Ok, nem tudo pode ser guardado numa câmera digital impressa na tela de cristal liquido. Olhares e sentimentos preferem ficar soltos no ar como aquele cheiro de fumaça tão instigante. Vamos dançar? Quem sabe assim paremos de observar tanta informação. Ela quer fulano, que quer beltrana, que quer ciclana, que não quer ninguém. Acho que tem até um poema que fala sobre isso. A libido solta, metralhada em direções as vezes opostas, as vezes iguais. La pelas tantas me rendi ao fato de não pensar mais sobre os outros. É hora de aproveitar a festa. O desfile de figurinos diferentes, e os diálogos permanentes entre aqueles que já se identificaram de cara. Queridos e odiados a minha volta, desfrutando do mesmo momento que eu. Entre escapadas rápidas e assuntos longos era inevitável não ficar presa a surpresas tão enigmáticas. Foi quando definitivamente- e dessa vez foi sério- resolvi parar de tentar decifrar aqueles participantes. Decidi não prestar atenção mais nas câmeras, e ser “eu mesma”. Frase batida no principio de um programa... Mas geralmente costuma funcionar. Respeitando ética e bons costumes, fui camuflando opiniões e intenções, amargas e deliciosas.
Pra bom entendedor meia palavra basta...
Nenhum comentário:
Postar um comentário