Eu que nao sou pensamento
Sou feita de mim mesma
E assusto quem se aproxima
De um deserto ao quase deserto
Meu espaco eh o intervalo da passagem
Onde procuro meus pertences
O barulho me tornara surda a toda verdade
E os lacos com a vida serao para sempre desatados
Queria encontrar razao
Disseram-me que eh o que sempre salva
Mas nao aprendi
Se nao houver a salvacao com a qual me satisfaco
Peco entao, que Deus me livre
E nessas horas que abro o livro do poeta que resta
Em busca de misericordia.
domingo, 13 de maio de 2007
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